
A história da Árvore de Natal vem de longe, muito longe. O pinheiro foi sempre a árvore escolhida por duas razões: porque acreditavam que trazia felicidade e porque as suas folhas não caem nunca e se mantêm verdes, mesmo quando fustigadas pelo vento forte ou cobertas de neve. O pinheiro representava tudo o que nunca acaba.
Há muitos anos atrás era hábito representar-se no largo da igreja ou dentro dela, uma peça religiosa tirada de uma cena bíblica.
Quase sempre era a história de Adão e Eva. O cenário do paraíso era representado por um pinheiro de cujos ramos pendiam maçãs e rosas de papel. Se a peça se desenrolasse dentro da igreja, a árvore erguia-se no centro de um círculo formado por velas acesas. A representação das cenas bíblicas caiu em desuso, mas as pessoas conservaram o costume de enfeitar nas suas casas uma Árvore do Paraíso, com maçãs e flores.

Os enfeites foram mudando ao longo dos anos. Depois das maçãs, rosas de papel e guloseimas, passaram a figurar no pinheiro, bolachas modeladas em massa branca com vários feitios: estrelas, anjos e corações. A estes enfeites juntaram-se os fios dourados, as nozes douradas ou prateadas e os brinquedos.
O hábito de iluminar a Árvore de Natal começou no século XVIII.
Havia quem achasse que só se deviam colocar no pinheiro doze velas acesas, para simbolizar os doze meses do ano.
Por volta de mil oitocentos e cinquenta apareciam as decorações em vidro e em cristal e as bolas vermelhas substituíram as maçãs do Paraíso. Ainda hoje a cor vermelha é a cor preferida para as decorações de Natal.
À volta da Árvore de Natal, era costume cantarem-se canções alusivas ao Menino Jesus e à fraternidade entre os homens.