sexta-feira, 12 de junho de 2009

Direitos das Crianças

E a criança nasceu
E vai desabrochar como
Uma flor,
Uma árvore,
Um pássaro.
E
Uma flor,
Uma árvore,
Um pássaro
Precisam de amor - a seiva da
terra, a luz do sol.
De quanto amor a criança não
Precisará?
Que a deve proteger.


Chamemos-lhe Pátria a essa terra,


Mas chamemos-lhe antes
Mundo…


E a criança vai aprender a crescer.
Todos temos de a ajudar!
Todos!
Os pais, a escola, todos nós
E vamos ajudá-la a descobrir-se a
si própria
E aos outros.

Descobrir o seu mundo,

A sua força,
O seu amor,

Ela vai aprender a viver

Com ela própria
E com os outros:
Vai aprender a fraternidade.
Isto chama-se educar:
Saber isto é aprender a ensinar.

Em situação de perigo
A criança, mais do que nunca,
Está sempre em primeiro lugar…
Será o Sol que não se apaga
Com o nosso medo,

Com a nossa indiferença:
A criança apaga, por si só,
Medo e indiferença das nossas frontes…






Clube TIC, 5.º D

O MAR




Ó mar, ó mar
Se não te cruzássemos
Nunca poderíamos chegar
Onde chegámos.
Sobre o teu azul,
Nós conhecemos
Os teus perigos,
As tuas correntes,
Mas não nos apercebemos
De como eras lindo.
Em ti navegou
Gente que se sacrificou
Só para que fosses nosso.
Graças a ti, Portugal descobriu.
Portugal chorou
Choraram namoradas
Rezaram filhos
Mas nunca desistimos
Mesmo com o mostrengo
A impedir de o atravessarmos
Nós não parámos.


Ana Margarida, 5.º D, Clube TIC

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Fala o Poeta


Nos grandes olhos das crianças vê-se
O infinito em flor desabrochar!
E rezo agora a minha prece.
Falar de crianças é rezar.

Oh! Pensar que elas hão-de crescer
E ser os homens de algum dia!
Pensar que toda esta alegria
Se enflora agora para mais não ser!

Mas que pena, meu Deus, que as crianças
Não fiquem toda a vida assim,
Enchendo a Terra de risos e esperanças,
Florindo a nossa vida até ao fim!

Oh! Pensar que elas hão-de crescer,
Tudo nelas mudar quanto se vê,
E que hão-de, como nós, saber, sofrer,
E ser homens – ser maus, que o mesmo é…

A noite cai, mal amanhece
O dia vai, para não voltar...
Nos grandes olhos das crianças vê-se
O infinito em flor desabrochar!


Afonso Lopes Vieira, Poesias sobre as «Cenas infantis» de Schumann

Clube de TIC – 5º E
2008/2009

Cançãozinha da Escola



Meninas que estais estudando
Numas banquinhas
Lá fora o Sol vai dourando
Os riscos das vossas penas.

Meninas que estais sorrindo
Numas banquinhas sentadas
Lá fora flores vão abrindo
Com as vossas gargalhadas.

Meninas que estais sonhando
Numas banquinhas de pinho:
Lá fora canta, chamando,
O canto dum passarinho.

Ó mestra que estás falando
Em cadeirinha tão calma:
Lá fora o Sol vai dourando
As penas que tens na alma.

Ó mestra que estás sorrindo
Em cadeirinha de braços:
Lá fora flores vão abrindo
Para adoçar os teus passos.

Ó mestra que estás sonhando
Em cadeirinha de pinho:
Lá fora canta chamando
O canto dum passarinho…





Matilde Rosa Araújo,
O Livro de Tila



Clube de TIC – 5º E
2008/2009